terça-feira, 5 de agosto de 2014
Clara
Morena Clara,
Bolachas com leite e achocolatado,
Sua risada alegre sem preocupação
A simplicidade de viver cada instante
Como se a vida fosse uma eterna descoberta.
Clara morena,
Você torna presente o amor, o personifica.
Quando chora, é o amor que chora.
Quando me olha a espreita a brincar, é o amor a rodear-me.
Quando me abraça e me enche de beijos, é o amor a me acariciar.
Morena Clara,
Que se lambuza com chocolate e com mel,
Que devora os morangos vorazmente,
Como ficar triste ao seu lado?
Como chorar quando você sorri?
Clara morena,
Dá-me seus sonhos para que eu também possa brincar,
Beije-me delicadamente para que eu possa sonhar,
Viva alegremente para que eu possa respirar,
E saiba que eternamente a minha princesa você será.
Autor: Vinícius Tadeu Soares Barbosa
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Guardanapos
Às vezes me pergunto o que fizemos de nossas vidas?
Por quê desistimos de trilhar o nosso caminho?
Afinal, tudo era paixão.
Com essa máscara grudada em meu rosto,
Eu não me reconheço no espelho.
Entranho.
Sinto-me estranho.
Alheio.
Sinto-me alheio as coisas do mundo.
No meu interior as flores desabrocham,
As árvores, como no cerrado, já se renovaram.
O chão, contudo, continua queimado do grande incêndio que
você causou.
Mas me arriscaria novamente.
Deixaria que as chamas me queimassem por dentro,
Para te possuir por mais um segundo.
Quando você deixou de existir, abandonei as lutas.
Entreguei-me ao vento para que me levasse, para qualquer
lugar que apagasse da memória a sua lembrança.
Estranho.
Já faz tanto tempo e ainda me sinto estranho.
Talvez, dentre bilhões de estrelas em bilhões de galáxias
exista algo eterno.
E o eterno viva dentro de mim.
Autor: Vinicius Tadeu Soares Barbosa
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Dionísio
Não quero o morno em
minha vida.
Quero a paixão, a
explosão, o sentir um turbilhão em minha alma.
Não quero a tranquilidade
de uma vida vazia de sentido, que procura em divertimentos vãos o estar
contente.
Eu quero o deleite,
o saltar de braços abertos no precipício dos sentidos.
Quero uma vida cheia
de alegrias transbordadas e não um mero raciocínio silogístico sobre o que
fazer em um momento.
Eu quero o beijo lascivo,
a embriagues do amor, o delírio doce da saliva em teus lábios.
Eu quero um cálice de
vinho.
Não.
Eu quero um litro de
vinho.
Melhor, a vinícola inteira.
Eu quero o mar, eu
quero a vida.
E quando o meu tempo
se esgotar,
Que eu sinta apenas
aquela leve ternura de uma chuva fina ou de um pôr do sol silencioso.
Autor: Vinicius Tadeu Soares Barbosa
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Falácias
Numa manhã de uma
quarta feira cinza,
Após o ritual que
faço todos os dias,
Deparo-me com uma de
minhas fotografias antigas.
Olho devagar para o
meu rosto mais jovem e mais magro
E ponho-me a pensar
em mim mesmo com certa nostalgia,
Que, há tempo, não
sentia.
Mas, de súbito,
emerge das profundezas de minha alma a pergunta vã que sempre me fiz.
Afinal, o que sou?
Será que sou o que
tenho?
Ou as lembranças do
passado me fazem ser eu?
Talvez seja o que
aprendi, ou as batalhas que travei,
Ou as viagens que fiz
tentando preencher sentimentos que ainda não compreendo?
Será que eu sou o
que eu creio? Ou o que eu não creio?
Quem sabe, como
querem os gurus orientais, seja eu apenas a consciência abstrata que se
encontra submersa em meus pensamentos e recordações.
Talvez seja apenas a
sorte de ter nascido aqui ou ali, no Brasil, na China ou no Oriente Médio?
Quem sabe a carga genética?
Serão meus preconceitos,
minha religião, minha orientação sexual, a razão de eu ser eu?
Talvez seja o que a
TV diz que eu sou?
Percebo que no fundo
não vale a pena gastar um pensamento com isso.
E que na verdade eu
sou o nada e sou o tudo.
E que um dia, o tudo e o nada se nivelarão em um
silêncio absurdo que me aguarda. domingo, 15 de setembro de 2013
Dias Calmos
Há alguma verdade
gritando em minha mente confusa?
Ou são só devaneios
turvos, causando uma estranha sensação de torpor?
Nestes dias calmos
minha alma se inquieta.
E quando ela se
inquieta me sinto estranho.
Quero atravessar o
mundo gritando palavras sem sentido
E sentir o doce êxtase
de, às vezes, estar calado,
Ouvindo a eloquência
absurda dos que acreditam possuir a verdade.
Ah Eloquentes, como se
desvanecerão suas ideias quando o sonetista do nada começar a escrever sua
primeira estrofe.
Quando não mais houver
pessoas para ouvir ou estradas para caminhar durante o pôr do sol,
Onde estará o
consolo de suas vãs palavras?
Autor: Vinícius Tadeu Soares Barbosa
terça-feira, 16 de julho de 2013
Destino de quem ama
Como é horrível
Esse amargor na boca
Dessa fúria louca
Quando chamo e não vens
É impossível eu ficar parado
Nesse chão prostrado
Sei que já não tens
Aquele amor tão apaixonado
Que por mim provado
Eu não me poupei
Me entreguei tão alucinado
Logo em seus braços e assim fiquei
E de repente ao despertar-me um dia
Me vi solitário e enfim chorei.
Autor: Antônio Geraldo dos Santos Júnior
Esse amargor na boca
Dessa fúria louca
Quando chamo e não vens
É impossível eu ficar parado
Nesse chão prostrado
Sei que já não tens
Aquele amor tão apaixonado
Que por mim provado
Eu não me poupei
Me entreguei tão alucinado
Logo em seus braços e assim fiquei
E de repente ao despertar-me um dia
Me vi solitário e enfim chorei.
Autor: Antônio Geraldo dos Santos Júnior
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